domingo, 28 de julho de 2013

O Amor Fraterno, inspiração dos Franciscos do Mundo...

         


“Não podemos ficar indiferentes ao sofrimento humano...”. Essa citação do Papa Francisco está a ecoar em meus pensamentos e confesso que me impeliu a fazer algumas reflexões.
O ser humano por natureza é um ser repleto de potencialidades, que necessita viver junto com o outro, para mediar a suas relações com a natureza. No entanto, nas trajetórias humanas, estamos percebendo um descaso com a vida humana e por consequência com a Inteireza do seu ser. Tudo isso, por vezes, nos tornam insensíveis e sem considerar a dor daquele que sofre.
Como viver dessa forma? Não é possível, pois Cristo nos pede que estendamos a mão, que o acolhamos e o ajudemos na busca de sua dignidade. No entanto, muitos discursos vazios no cotidiano nos afastam dessa máxima evangélica e acabamos observando de longe, sem nos sensibilizarmos e tomar uma atitude para ajudar aquele que necessita. Não são esses ensinamentos que o Evangelho nos pede. As palavras de Cristo nos pedem sim, para que possamos dar pão a quem tem fome, água para quem tem sede, ser alegria para quem sofre, socorro a quem implora por ajuda...
O Evangelho de Jesus Cristo é um Evangelho Vivo e por Ele, devemos acolher aqueles que sofrem, ser irmão de todo irmão. Não podemos nos afastar dessa missão, pois ser Cristão é Amar e Amar a todos, sem distinção ou julgamentos prévios. Simplesmente estender a mão e fazer o bem.
Nesta semana, talvez com tantas reflexões, simples, mas profundas, do Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, esses sentimentos e essas reflexões movem os meus pensamentos e provocam um turbilhão de emoções em meu coração.
“Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16:15).” Esse é o nosso compromisso de cristão, independente do credo religioso, das crenças, das opções políticas e dos princípios éticos. Devemos assumir e nos comprometer com a missão de amar o próximo, de contribuir com a construção do bem comum. E não fazemos isso, enclausurados em nós mesmos. A partilha do que somos é o que nos une e nos aproxima de vivências que elevam a compaixão, a gratuidade, a generosidade, a bondade, a fraternidade.




Viver a Esperança, Surpreender-se com Deus e Viver a Alegria, como nos aponta o Papa Francisco é despojar-se do que somos, para podermos ser junto com o outro. Nessa dimensão, encontramos um elo, para nos unirmos a Francisco de Assis. Um homem, que abriu mão de tudo, para ser irmão de todo irmão e amar acima de tudo, o pobre e inspirar-se pelo Amor do Cristo. Alimentou a prática do Evangelho, pelo exemplo, pela doação e a opção radical por ser a menor das criaturas, revelando uma minoridade que eleva a essência do outro e o rosto do Cristo que doou a sua Vida, para que nós tivemos Vida e uma Vida em abundância.
Temos, pois um compromisso Verdadeiramente Humano, com o Projeto de Jesus Cristo, Amar e Amar. Amando estaremos amando a nós e ao irmão, estaremos nessa união, assentando novos princípios e possibilitando a construção de uma sociedade que busque a Paz e o Bem.

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