“Não podemos ficar indiferentes ao
sofrimento humano...”. Essa citação do Papa Francisco está a ecoar em
meus pensamentos e confesso que me impeliu a fazer algumas reflexões.
O ser humano por natureza é um ser
repleto de potencialidades, que necessita viver junto com o outro, para mediar
a suas relações com a natureza. No entanto, nas trajetórias humanas, estamos
percebendo um descaso com a vida humana e por consequência com a Inteireza do
seu ser. Tudo isso, por vezes, nos tornam insensíveis e sem considerar a dor
daquele que sofre.
Como viver dessa forma? Não é possível,
pois Cristo nos pede que estendamos a mão, que o acolhamos e o ajudemos na
busca de sua dignidade. No entanto, muitos discursos vazios no cotidiano nos
afastam dessa máxima evangélica e acabamos observando de longe, sem nos
sensibilizarmos e tomar uma atitude para ajudar aquele que necessita. Não são
esses ensinamentos que o Evangelho nos pede. As palavras de Cristo nos pedem
sim, para que possamos dar pão a quem tem fome, água para quem tem sede, ser
alegria para quem sofre, socorro a quem implora por ajuda...
O Evangelho de Jesus Cristo é um
Evangelho Vivo e por Ele, devemos acolher aqueles que sofrem, ser irmão de todo
irmão. Não podemos nos afastar dessa missão, pois ser Cristão é Amar e Amar a
todos, sem distinção ou julgamentos prévios. Simplesmente estender a mão e
fazer o bem.
Nesta semana, talvez com tantas
reflexões, simples, mas profundas, do Papa Francisco, durante a Jornada Mundial
da Juventude, no Rio de Janeiro, esses sentimentos e essas reflexões movem os
meus pensamentos e provocam um turbilhão de emoções em meu coração.
“Ide por todo mundo, pregai o
evangelho a toda criatura (Mc 16:15).” Esse é o nosso compromisso
de cristão, independente do credo religioso, das crenças, das opções políticas
e dos princípios éticos. Devemos assumir e nos comprometer com a missão de amar
o próximo, de contribuir com a construção do bem comum. E não fazemos isso,
enclausurados em nós mesmos. A partilha do que somos é o que nos une e nos
aproxima de vivências que elevam a compaixão, a gratuidade, a generosidade, a
bondade, a fraternidade.
Viver a Esperança, Surpreender-se com Deus e
Viver a Alegria, como nos aponta o Papa Francisco é despojar-se do que
somos, para podermos ser junto com o outro. Nessa dimensão, encontramos um elo,
para nos unirmos a Francisco de Assis. Um homem, que abriu mão de tudo, para
ser irmão de todo irmão e amar acima de tudo, o pobre e inspirar-se pelo Amor
do Cristo. Alimentou a prática do Evangelho, pelo exemplo, pela doação e a opção
radical por ser a menor das criaturas, revelando uma minoridade que eleva a
essência do outro e o rosto do Cristo que doou a sua Vida, para que nós tivemos
Vida e uma Vida em abundância.
Temos, pois um compromisso
Verdadeiramente Humano, com o Projeto de Jesus Cristo, Amar e Amar. Amando
estaremos amando a nós e ao irmão, estaremos nessa união, assentando novos princípios
e possibilitando a construção de uma sociedade que busque a Paz e o Bem.


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